Creatina: você já sabe como usá-la corretamente?

Quando o assunto é a creatina, já percebeu como um grande número de pessoas ainda toma uma coisa pela outra, como se creatina e creatinina fossem, na verdade, uma só substância?

Prova dessa confusão é que o próprio Google registra uma significativa quantidade de resultados para uma pesquisa muito recorrente entre os internautas interessados nos cuidados com a sua saúde e/ou com a boa forma: afinal, qual a diferença entre creatina e creatinina? Para o que elas servem e o que o uso da creatina tem a ver com a hipertrofia e com o aperfeiçoamento do próprio desempenho esportivo? Nesse caso, como utilizá-la corretamente?

 

Creatina x Creatinina: sobre o que estamos falando?

Produzida pelo fígado, rins e pâncreas, a creatina é, por definição, um composto nitrogenado sintetizado a partir de aminoácidos, usado como fonte de energia e encontrado no tecido muscular sob a forma de fosfocreatina. Já a creatinina é o produto derivado da metabolização constante da fosfocreatina muscular e filtrado pelos rins. Portanto, uma substância é proveniente da outra, sendo que esse processo ocorre por meio da contração muscular (ou seja, a cada contração do músculo, tem-se a quebra da creatina em creatinina). Tal produção é realizada de forma incessante pelo nosso organismo, que lança a creatinina na corrente sanguínea e a elimina do corpo através da urina.

Por essa razão é que, para avaliar a função renal do paciente, os médicos solicitam o exame laboratorial de creatinina. No caso, a alta concentração de creatinina no sangue e a sua baixa quantidade na urina indicam um comprometimento no funcionamento dos rins, embora também seja recomendada a realização do exame de ureia para que esse diagnóstico se confirme com maior precisão.

No Brasil, os níveis de creatinina considerados normais variam entre 0,4 a 1,4 mg/dL. As mulheres, no entanto, apresentam taxas menores do que os homens, variando entre 0,5 a 1,0 mg/dL, ao passo que os adeptos do esporte e fisioculturistas revelam índices mais elevados, dada a sua alta atividade muscular.

Diferentemente da creatinina, a creatina, por sua vez, é utilizada pelo nosso organismo para o fornecimento da energia necessária às atividades físicas mais intensas e de menor duração, também conhecidas como “treinos de explosão”. Nesse tipo de exercício, a primeira fonte de energia da qual o organismo se vale é o adenosina trifosfato (ATP), sintetizado a partir da fosfocreatina e conhecido como a “moeda energética” das células. Contudo, cada molécula de ATP é capaz de fornecer energia para a contração dos músculos por somente 10 segundos, o que significa que, para que as contrações possam continuar sem a necessidade de recorrer a outras fontes de energia, é preciso maior quantidade de creatina – e daí um dos principais motivos pelos quais o seu uso tem se propagado.

 

Creatina em foco: quais os seus benefícios reais?

Entre os principais benefícios proporcionados pelo uso da creatina, destaca-se a sua contribuição na redução da fadiga e de danos musculares (uma vez que ela evita a inflamação dos músculos após os exercícios), bem como no aumento da intensidade do treino, favorecendo o ganho de massa muscular.

Além disso, estudos que vêm sendo desenvolvidos acerca dos seus efeitos apontam que os benefícios também podem se estender ao tratamento de infecções e à prevenção ou alívio de problemas neurológicos ou de doenças degenerativas, como o autismo e o Alzheimer. A substância também melhoraria a tolerância à glicose (um diferencial para diabéticos) e ajudaria no fortalecimento dos ossos, graças aos seus compostos antioxidantes.

 

Como fazer para adquirir a creatina e administrá-la corretamente?

Sintetizada a partir de arginina, glicina e metionina (aminoácidos), a creatina é uma substância que também pode ser pode ser obtida através do consumo de peixes e carne vermelha (nos quais é encontrada em pequena quantidade) ou via suplementação.

Para os interessados na suplementação, a substância pode ser encontrada nas farmácias e lojas de suplemento sob diversos formatos: em pó, líquida, em cápsulas ou tabletes.

A aquisição da creatina monohidratada é pouco recomendada devido à sua baixa absorção por parte do organismo (somente 1% dela alcançaria os músculos), enquanto a sua versão micronizada apresenta uma absorção 20 vezes maior do que a monohidratada. O mais indicado, porém, é a sua versão líquida, cuja absorção pelo organismo chega a 100%, sendo que a versão em tabletes pode ser contraindicada para diabéticos, dado o acréscimo de açúcares à sua fórmula.

No que diz respeito à sua administração, lembramos que, tal como em relação a qualquer suplemento, o ideal é que o seu uso seja prescrito por um especialista da área, após a avaliação das necessidades e dos objetivos de cada paciente. De modo geral (e tendo em vista o seu efeito cumulativo), a creatina costuma ser consumida no período pós-treino, tornando o processo de regeneração muscular mais completo.

A dose de creatina indicada diariamente é de 5 g. Todavia, para aqueles que estão iniciando a saturação, recomenda-se tomar de 15 a 25 gramas do produto durante a primeira semana e, a partir da segunda semana, de 5 a 10 gramas.

O tempo total de suplementação gira em torno de um mês e meio a três meses.

 

Então, a creatina pode ser tomada sem qualquer contraindicação?

Embora seja considerada seguro, é preciso cuidado no uso da creatina, já que o seu consumo irrestrito pode desencadear problemas nos rins e no fígado.

Além disso, apesar de todos os seus benefícios, a suplementação com creatina pode provocar ganho de peso – o que não significa que a substância contenha calorias. Na verdade, o ganho de peso pode ser uma decorrência da retenção de líquidos no próprio músculo, provocando o inchaço dessa parte do corpo, a exemplo do que ocorreu com o atleta olímpico Matheus Santana durante os Jogos Pan-Americanos em Toronto, em 2015.

De acordo com a reportagem publicada pela Folha de São Paulo na ocasião, Santana não alcançou o desempenho que esperava no evento porque ele e o seu técnico realizaram um trabalho de suplementação à base de creatina que fez com que o nadador de 1,89 m atingisse 95 kg – o que acabaram considerando “excessivo”.

 

E como a Corpuris Salus pode ajudar quem está em busca de resultados definitivos?

Se você está à procura de um especialista com vasto conhecimento e comprovada experiência no assunto, saiba que a Corpuris Salus não apenas coloca à sua disposição um dos mais renomados médicos dessa área, como ainda elaborou um Protocolo de tratamento personalizado para hipertrofia, definição muscular, crossfit e corrida com as seguintes características:

  • Hipertrofia:Para auxiliar os pacientes no ganho de massa muscular, o tratamento se baseia na suplementação e na otimização metabólica e hormonal;
  • Crossfit:Esta é uma das modalidades em que o acompanhamento de um médico especializado é fundamental, pois se trata de uma prática que, durante todo o tempo, utiliza força e condicionamento – o que ocasiona um estresse metabólico intenso. Neste caso – e embora completamente diferentes da hipertrofia –, a suplementação e o uso de medicações também são de suma importância para equilibrar o organismo e melhorar o desempenho esportivo;
  • Definição Muscular:Aqui, o foco é baixar o percentual de gordura corporal, mas sem tanta ênfase quanto na hipertrofia. Para isso, trabalha-se o conjunto da alimentação, suplementação, treino adequado e medicações específicas;
  • Corrida:Trata-se de um esporte que exige um planejamento adequado em relação à dieta, ao suplemento e à massa muscular para que o indivíduo supere seus limites. Além disso, a realização de alguns exames é da maior importância para que a capacidade cardiorrespiratória do paciente possa ser devidamente avaliada, tal como a ergoespirometria.

 

Para obter mais informações a respeito, entre em contato conosco pelo telefone (11) 4550-1420/1421 ou pelo WhatsApp (11) 9-8348-0349, agende a sua consulta e prepare-se para se surpreender!

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