Dieta do jejum intermitente: garantia de resultados e também de saúde?

Se fazer dieta não apenas lhe é um tema familiar, mas um tema com o qual você tem familiaridade de longa data, deve se lembrar de quando, tempos atrás, os esforços para um emagrecimento definitivo vinham acompanhados de dietas que, ante a promessa de resultados mais rápidos, tornaram-se cada vez mais populares, como a dieta dos pontos, a dieta do tipo sanguíneo, a dieta da Lua, a dieta da sopa e, para aqueles que já precisavam eliminar algum peso extra na década de 90, a “dieta da USP”, recorda-se?

Bem, o fato é que, da década de 90 para cá, as dietas também passaram por algumas boas transformações: enquanto algumas caíram em desuso, outras permaneceram, ao passo que muitas foram sendo criadas – ou simplesmente reinventadas – para atender às mais diferentes necessidades e expectativas daqueles que se encontram acima do peso.

É nesse novo contexto que surgem, por exemplo, a dieta detox e a dieta cetogênica, sobre as quais já escrevemos neste blogue, bem como a dieta do jejum intermitente, sobre a qual as opiniões ainda se dividem. Afinal, quais seriam os seus reais benefícios para a perda de peso? E mais: essa perda de peso também implicaria algum prejuízo à saúde? Quem realmente poderia segui-la e por quê?

 

O jejum intermitente para início de conversa: estamos ou não falando de uma dieta?

De acordo com o Houaiss, “jejum” equivale a uma “privação parcial ou total de qualquer alimento, mais raramente até de água, por vontade própria ou não, durante um certo tempo”, sendo que “intermitente”, como o próprio nome sugere (“inter”), significa que, em relação a esse jejum, ocorrem interrupções, isto é, ele cessa e recomeça entre um intervalo e outro.

Assim, embora – entre outras definiçõeso próprio dicionário também apresente o termo “dieta” como a “abstenção, com fins terapêuticos, de certos ou de todos os alimentos”, o fato é que alguns especialistas defendem que o jejum intermitente não corresponderia a um tipo de dieta, uma vez que a prática não envolveria, necessariamente, a abstenção de determinados tipos de alimentos.

Será?…

 

Como se faz o jejum intermitente?

Conforme sempre salientamos, as orientações médicas a respeito de qualquer dieta ou uso de medicamento são da maior importância. (A propósito, no caso do jejum interminente, o acompanhamento médico deve ser entendido como um pré-requisito.) No entanto, se você deseja ter uma ideia de como esse jejum intermitente costuma ser feito, existem algumas orientações gerais que podemos reunir aqui, a começar pela quantidade de horas dedicada ao jejum.

Alguns protocolos indicam 16 horas seguidas de jejum (o que também abrange as horas dedicadas ao sono noturno) para 8 horas ao longo das quais as refeições devem ser realizadas. Contudo, o protocolo também pode contemplar 8, 10 ou 12 horas de jejum, dependendo da avaliação médica e das particularidades de cada paciente. (Para exemplificar, tomemos um jejum de 12 horas: supondo que você dormisse às 11 da noite e se levantasse às 6 da manhã, você “pularia” o café da manhã e almoçaria às 11 horas.)

Para que o jejum atenda à finalidade a que se propõe, cabe ressaltar que, nesse prazo em que as refeições são liberadas, é importante priorizar uma alimentação saudável (com pouco ou praticamente nenhum produto industrializado) e baixa em carboidratos.

Além disso, o jejum não obrigatoriamente se estende à ingestão de água e de outros líquidos, como chá e café sem açúcar ou adoçante. Durante o jejum, é fundamental manter-se hidratado, apesar de existirem diferentes vertentes dessa prática.

Já em relação à frequência com que o jejum intermitente deve ser feito, não há nada tão categórico: ele pode ser praticado uma, duas, três vezes na semana, dependendo da rotina do estilo de vida de cada um e dos seus objetivos. Mais comumente, ele se estende por até 20 dias, culminando com uma média de 5 quilos a menos nesse espaço de tempo.

 

E quais os benefícios do jejum intermitente?

Não bastasse o emagrecimento, uma das principais vantagens para quem adere ao jejum intermitente é que, ao contrário de outros processos de emagrecimento, aqui não há perda de “massa magra” (massa muscular), já que o jejum eleva o hormônio do crescimento, prevenindo qualquer queima de músculo.

No que diz respeito à perda de peso, mais especificamente, o benefício também se explica facilmente: o jejum regulariza os níveis de insulina no sangue, lembrando que a insulina é um hormônio que não apenas permite a entrada da glicose nas células, mas que também armazena a gordura. Desta forma, ao diminuir a quantidade de insulina produzida, o jejum intermitente faz com que outros hormônios (glucagon, cortisol e adrenalina) possam entrar em ação para queimar a gordura excedente.

A propósito, é justamente por esse motivo (liberação de glucagon e cortisol, cujo efeito no sangue é oposto ao da insulina) que os diabéticos estão no grupo daqueles que não devem seguir o método, ao lado de gestantes, mulheres em fase de amamentação e pessoas com problemas cardíacos.

Outro ponto importante consiste em se desmitificar o senso comum segundo o qual o jejum impactaria no funcionamento do nosso metabolismo, desacelerando-o. Esta, aliás, é uma das razões pelas quais uma outra linha de especialistas recomenda a ingestão de pequenas porções de alimentos a cada três horas: para eles, tal prática aceleraria o metabolismo – para a Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, não há evidências científicas de que isso seja verdade.

Na realidade, a prática do jejum intermitente não desacelera o metabolismo – nem mesmo durante jejuns mais longos.

 

Dieta do jejum intermitente: haveria algum malefício?

Esta é mais uma questão que gera controvérsias entre os especialistas. De modo geral, aqueles que realizaram o jejum intermitente conquistaram ótimos resultados, mas, assim como em relação a qualquer outra mudança abrupta na alimentação, é preciso tomar alguns cuidados.

Acontece que, por se tratar de um regime que se aproxima daquele inerente ao período paleolítico, no qual a agricultura ainda não existia e o homem passava longos períodos sem se alimentar (sendo que, quando o fazia, consumia basicamente proteína e gordura), é possível que algumas pessoas geneticamente predispostas tenham os seus níveis de colesterol ruim aumentados. E por isso, mais uma vez, a obrigatoriedade do acompanhamento médico, inclusive para as atividades físicas a serem realizadas nesse período.

No mais, também vale considerar que os adeptos devem aproveitar esse período de adesão ao método para reeducar os próprios hábitos alimentares. Afinal, ninguém deseja recuperar os quilos já eliminados quando volta a comer normalmente, não é mesmo?

 

Para encerrar: algum pré-requisito para que o jejum intermitente possa ser realizado?

Como qualquer outra dieta, o ideal é que, antes de aderir a essa dieta, os interessados se consultem com um especialista da área. Afinal, eliminar peso não é o mesmo que colocar em risco a própria saúde; logo, avaliar as próprias condições físicas, identificar se o ganho de peso está ou não associado a algum outro tipo de problema (como ocorre frequentemente em casos de hipotireoidismo), analisar qual a dieta mais indicada para a realidade e as necessidades de cada pessoa são aspectos essenciais, capazes de viabilizar o emagrecimento de uma maneira segura e muito mais efetiva.

Na Corpuris Salus, por exemplo, os pacientes contam com o atendimento personalizado oferecido pelo dr. Anderson Bertolini, para quem cada um precisa ser visto de maneira individualizada e integrada, como um ser único e especial, no qual tudo precisa estar em harmonia. Daí os resultados serem uma consequência natural desses cuidados, incluindo-se um emagrecimento saudável e definitivo.

Se você deseja obter mais informações, entre em contato conosco agora mesmo pelo telefone (11) 4550-1420/1421 ou pelo WhatsApp (11) 9-8348-0349, agende a sua consulta com o dr. Bertolini e fique por dentro de tudo o que a Corpuris Salus pode fazer por você!

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